TÓPICO 1 - ORIGEM DOS AGOSTINIANOS
A Santo Agostinho escreveu a Regra de Vida para a comunidade, baseada no ideal dos Servos de Deus, alicerçada na ciência (estudos), na continência (castidade) e na autêntica pobreza (tendo tudo em comum).
Após sua conversão, foi batizado por Santo Ambrósio, bispo de Milão, na Páscoa de 387, e retornou ao norte da África. Em Tagaste, sua terra natal, iniciou um tipo de vida religiosa inspirada na primitiva comunidade cristã de Jerusalém. Depois, em Hipona, já como presbítero e depois bispo, continuou a experiencia de vida em comunidade monástica.
Após a morte de Santo Agostinho (430 d.C.) – momento histórico em que o norte da África era invadido pelos povos Bárbaros e ocorria a queda do Império Romano – , os continuadores de sua obra, membros das comunidades monásticas por ele iniciadas, se dirigiram para diversas regiões na Europa fugindo da perseguição. Por muitos séculos, a espiritualidade agostiniana permaneceu viva e espalhada em pequenas comunidades, por meio dos que viviam como eremitas.
Em março de 1244 nascia a Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho com a Bula “Incumbit nobis”, do Papa Inocêncio IV, que decretava aos diversos grupos eremíticos espalhados pela Itália central (Toscana), que se unissem, se conformassem a um mesmo estilo de vida, adotassem a Regra de Santo Agostinho e nomeassem um Prior Geral para conduzi-los. Começou assim a história da Ordem de Santo Agostinho.
Em 1256, o Papa Alexandre IV deu um novo impulso à Ordem fundada na Itália, através da bula “Licet Ecclesiae catholicae”, e várias ordens e congregações foram unidas. A Grande União aconteceu no convento romano de Santa Maria del Popolo, em Roma. No ato de sua fundação, a nova Ordem contava com 180 casas religiosas na Itália, Áustria, Alemanha, Suíça, Países Baixos, França, Espanha, Portugal, Hungria, Boêmia e Inglaterra.
Os Agostinianos entraram para o rol das Ordens Mendicantes, junto com os Dominicanos, Franciscanos e, pouco depois, os Carmelitas.
Os Agostinianos ou Frades Agostinianos, não foram fundados diretamente por Santo Agostinho (354-430), mas pela Santa Sé, como uma Fraternidade Apostólica. No entanto, receberam de Santo Agostinho a Regra, o nome, a doutrina e a espiritualidade. Santo Agostinho é o pai espiritual, inspirador do estilo de vida e espiritualidade seguidos por várias famílias religiosas que constituem a “Grande Família Agostiniana”. A Ordem é composta pelos Frades Agostinianos, Monjas Agostinianas, Fraternidades Seculares e leigos afiliados.
O FUNDADOR DA ORDEM
EliSanto Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África, durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado, dominaram toda a Idade Média.
Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.
Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal, em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.
Estudo e religião
Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.
Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma, um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.
Em 373, nasce Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.
De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte é nomeado mestre de eloquência em Milão.
A inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.
Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.
Conversão ao catolicismo
Insatisfeito com as respostas que o maniqueísmo oferecia, Agostinho resolveu abandonar a doutrina e seu lugar é temporariamente preenchido por um profundo ceticismo.
Em 386 procura Ambrósio, o poderoso bispo do Império, em busca de uma colocação oficial como professor. Em vez disso, encontra respostas para algumas das suas dúvidas. Passa a assistir os sermões de Ambrósio, inspirados, sobretudo, no Antigo Testamento.
Finalmente, a influência de Santo Ambrósio foi decisiva para convertê-lo ao Cristianismo. Em 387, Agostinho e Adeodato são batizados. No ano seguinte, retorna definitivamente para Tagaste, onde se dedica à vida monástica, vende a propriedade deixada pelo pai e distribui o dinheiro entre os pobres.
Conserva apenas uma pequena porção de terra, onde, ao lado dos amigos Alípio e Ovídio, funda o primeiro mosteiro agostiniano. Em 391, é sagrado sacerdote em Hipona, região provinciana do Império Romano. Em 396 é sagrado bispo auxiliar de Hipona, onde se tornou um dos pilares da teologia católica.
Obras e pensamentos
Entre 397 e 398, Agostinho se dedica a escrever “Confissões”, em que narra a juventude e sua conversão, onde revela os caminhos da fé em meio às angústias do mundo.
O livro é uma autobiografia que também imprime o seu pensamento filosófico. Cria a noção de espaço interior como campo da verdade essencial do homem:
“A verdade e Deus devem ser buscados na alma, e não no mundo exterior”
Em 413 começa a obra “A Cidade de Deus”, escrita para consolar os cristãos após Roma ser saqueada pelos bárbaros visigodos, em 410. Na obra, Santo Agostinho apresenta a defesa do cristianismo e convida seus contemporâneos a compreender o sentido profundo da história.
Já não se trata de um reino de Deus que sucede à vida terrena. A cidade de Deus e a dos homens coexistem: a primeira, antes simbolizada por Jerusalém, é agora a comunidade dos cristãos.
A cidade dos homens tem poderes políticos, moral, e existências próprias. “As duas cidades permanecerão lado a lado até o fim dos tempos, mas depois a divina triunfará, para participar da eternidade”.
Deixou uma obra fundamental para a doutrina da igreja católica, que foi registrada em tratados filosóficos, teológicos, comentários, sermões e cartas. Exerceu grande influência em várias áreas do conhecimento.
Santo Agostinho teve papel importante na fixação da hierarquia na Igreja Católica e fez a síntese entre a filosofia grega e o pensamento cristão. Fixou a ideia da vida interior do homem como o palco essencial da construção da identidade.
Santo Agostinho faleceu em Hipona, África, no dia 28 de agosto de 430. Santo Agostinho foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.
TÓPICO 2 - O CARISMA DOS AGOSTINIANOS
O A identidade espiritual da Ordem teve, desde o início, dois fundamentos. O primeiro, na pessoa de Santo Agostinho, de quem recebeu o ideal sobre a vida religiosa, especialmente a importância da busca interior de Deus, na vida comum e da disponibilidade em servir a Igreja. O segundo foi o Movimento Mendicante, pelo qual a Ordem de Santo Agostinho transformou-se numa “Fraternidade Apostólica”, ou seja, conservando a sua dimensão contemplativa, orientou-se para o serviço da Igreja, através de múltiplos apostolados.
Pilares do Carisma Agostiniano
Três são os pilares sobre os quais se eleva a Fraternidade Agostiniana: a via da interioridade (do exterior para o interior e daí para o alto, no encontro profundo com Cristo Mestre Interior); a vida em comunidade, com um destaque especial ao valor da amizade, tão caro para Agostinho e, por fim, o serviço à Igreja onde ela mais necessitar.
Poderíamos atualizar nosso carisma nesse lema: “Uma comunidade de irmãos e de amigos, a serviço da Igreja e da sociedade, solidários com os pobres e excluídos, tendo uma só alma e um só coração, numa contínua busca inquieta de Deus”. Procuramos viver, assim um “ideal comunitário de santidade” para sermos “Agostinianos novos para tempos novos!”.
O carisma Agostiniano no minecraft:
Os Agostiniano têm uma missão belíssima da qual retratam no minecraft, e com isso, possuem através dos 3 pilares da Ordem no geral um âmbito bastante fraternal por via de seu objetivo centralizado ao Cristo. Santo Agostinho deixou um legado que deve ser entregue à todos aqueles presentes em diferentes realidades, pois o mesmo contribuiu para uma grande edificação da fé suja professamos e é mostrada a glória da igreja, sendo de suma importância a participação desses fatos em nosso meio digital. Vemos a necessidade de espalhar este carisma agostiniano enraizado no catolicismo do qual retrata sobre a castidade com sua importância, devoção Mariana através dos terços em suas batinas e todo o ensinamento do Pai Agostinho, juntamente com sua conversão, e no geral, toda a sua vivência de fé descritas em sua história e obras intacitas até os dias de hoje para um estudo da filosofia e teologia. Portanto, a missão agostiniana e seus costumes devem ser sempre bem retratados, sem a abandonar este propósito e à caminho lado à lado com o compromisso da evangelização contribuindo nos eventos e demais atividades religiosas.
TÓPICO 3 - VESTES RELIGIOSAS DA O.S.A
Postulante:
Assim que um postulante assume seu compromisso com a entrada na Ordem, é necessária a utilização de vestes próprias para tal missão e identificação sobre o título ou situação encontrada pelo mesmo na ordem. Através disso, o postulante começa a utilizar seu hábito sem nemhum componente de assessório.
Portanto, o postulante usará a veste até terminar a formação e estar definivamente apto para se tornar Frei-Noviço em sua formação, já na preparação para receber o cinto que o cinge em sinal de castidade e compromisso.
Frei-Noviço:
Após ser formado, o então novo Frei-Noviço começa seu processo de iniciação para abraçar o carisma Agostiniano com o uso da veste religiosa em seu cotidiano, e também, contribuindo com eventos na Ordem.O compromisso:
Se torna evidente a forma como que a missão religiosa suscita uma doação significativa perante todas as ações de um religioso. Não somente em uma ordem como em uma igreja particular, sabe-se a importância do compromisso destacado pela prática nas celebrações e participações em demais eventos remetidos à todos os membros da Ordem, que apartir da tomada de consciência sobre sua missão, deve praticá-la e nunca perdê-la, sendo que todo o carisma necessita de uma prática maior, para que se torne amplo e eficiente quando se ressoa estas convicções sobre cada instituto de Vida Consagrada e Sociedades Apostólicas.
+ Frei Gustavo Paes O.Carm
Prefeito da Congregação para o Institutos de Vida Consagrada e Sociedades Apostólicas





